sábado, 13 de março de 2010

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As águas rolam e ao mar se vão,
o vento caminha a esmo, seja brisa ou tormenta
em lamentos e sorrisos hora nas sombras ou na luz,
com esperanças e sonhos de plebeu a nobreza arrastando
ou com esperteza, de barriga farta ou boca hirta,
de alma saciada ou esquálida,
lá vamos nós.

Por sobre pontes e pinguelas morros ou descidas,
desertos e florestas a estrada não tem fim,
eu e você, todo mundo, somos parte, somos um
por dentro ou por fora, seja a passos ou correndo,
nascendo ou morrendo; é assim.

Na balança da vida não há um peso e duas medidas,
mede o passado e o presente e dai sai à semente a contento ou desgosto,
seja de face ou sem rosto com bagagens ou tosco,
ajudando ou ajudado, de mãos dadas ou separados,
vou eu, você e não sobra nenhum.

E os pensamentos vagueiam entre o riso e a solidão
como o vento que circula em todas as direções,
e a saudade do que era, a esperança do que será,
como um rio caudaloso preenche os sulcos dos corações.


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