As vezes é preciso deixar o saco de mágoas em um canto
sair porta a fora andar alguns passos e sentar em outro banco
abrir os braços e balançar as pernas
esticando o olhar enxergando o que não se vê.
E os pensamentos que são como o vento
não se sabe onde começa ou termina
apaziguar a dor que hora machuca e de outras fascinam
e em plena luz do dia ser noite abismo ou neblina.
A cada respirar uma capa se vai ao ponto de ficares nu como viestes
ver a carne os ossos e os sonhos e sem pudor algum
expor a alma plena e pura receber o sol no rosto com amor e ternura
recomeçando a caminhada que jamais termina.
E que venham as dores os amores e as tristezas
que seja agora daqui a pouco ou depois estando sozinho ou a dois
de alma leve mesmo que só por mementos vendo a beleza da vida com graça
E como que por encanto o saco no canto se esvai somo fumaça.
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