A passos apressados pelas calçadas sobre pedras desiguais rolando junto ao vento seguem as folhas, papeis e palitos.O sapato vermelho pontiagudo apertando os dedos em dores agudas, a rua cheia de vida algumas felizes e outras doloridas.
A bolsa sobre um dos ombros balança entre o braço e o corpo. Uma mão a segura, a outra ajeita os cabelos espalhados pelo rosto.Dentro dela vários papeis alguns importantes e outros não, seus sonhos agasalhados entre cosméticos e adereços.
O vestido azul marinho bem talhado com graça e bom gosto, as pulseiras coloridas escorrendo pelo braço, assim como escorre a vida. De olhar penetrante e sorriso solto, expressão cansada agradece o fim dia, Operária para o mundo em seu lar uma menina.
Mulher, moça, mãe, amiga, educadora, aguerrida, pela manha, a tarde, a noite, dias, e por uma vida. Troca de roupas, sapatos e outras ruas, muda a bolsa os objetos e os adereços, mas os sonhos continuam...
Assim são as mulheres, a maior graça do mundo. Muito bem retratadas por voce.
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