segunda-feira, 11 de junho de 2012

Prisioneira...



Não é sempre, as vezes acontece de repente a angustia me visita sem ser convidada me faz sentir encarcerada nessa prisão de carne e osso, com sofreguidão seguro nas fitas que amaram a esperança e me sinto flutuar como as borboletas...

Nesse vôo, plaino nas alturas como um pássaro  e com os olhos de águias vejo com nitidez as desgraças espalhadas, tentando fazer sombras por sobre todas as graças santificadas e sentido o peso da vida pouso calmamente.

Me sento diante de uma xícara de café... O vento calmo da manhã brinca com as folhas do coqueiro como se zombasse da minha viagem e estivesse a minha espera, vejo o João de Barro construindo sua casa no poste de luz no emaranhado de fios.

E na grandeza desse desafio, um pássaro tão pequeno e tão grande me fez ver que sou grande e tão minúscula, e é tão certa e tão justa a minha luta, que sorrindo envergonhada só me resta agradecer por nessa prisão ainda viver...

2 comentários:

  1. Léo, às vezes somos aprisionadas para o nosso próprio bem. E quantas coisas maravilhosas você sentiu nessa situação de angústia... Sensação de liberdade também, a vida é paradoxal.
    Abraços, querida!

    Sucesso!

    @soniasalim

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  2. Oi, flor!
    Que lindo poema...
    Amei!
    Beijos!
    Selma.

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