Não é sempre, as vezes acontece de repente a angustia me visita sem ser
convidada me faz sentir encarcerada nessa prisão de carne e osso, com sofreguidão
seguro nas fitas que amaram a esperança e me sinto flutuar como as borboletas...
Nesse vôo, plaino nas alturas como um pássaro e com os olhos de águias vejo com nitidez as
desgraças espalhadas, tentando fazer sombras por sobre todas as graças santificadas
e sentido o peso da vida pouso calmamente.
Me sento diante de uma xícara de café... O vento calmo da manhã brinca
com as folhas do coqueiro como se zombasse da minha viagem e estivesse a minha
espera, vejo o João de Barro construindo sua casa no poste de luz no emaranhado
de fios.
E na grandeza desse desafio, um pássaro tão pequeno e tão grande me fez
ver que sou grande e tão minúscula, e é tão certa e tão justa a minha luta, que
sorrindo envergonhada só me resta agradecer por nessa prisão ainda viver...
Léo, às vezes somos aprisionadas para o nosso próprio bem. E quantas coisas maravilhosas você sentiu nessa situação de angústia... Sensação de liberdade também, a vida é paradoxal.
ResponderExcluirAbraços, querida!
Sucesso!
@soniasalim
Oi, flor!
ResponderExcluirQue lindo poema...
Amei!
Beijos!
Selma.