Se
vendo sozinha desceu a Toulouse, ingressando na vida Religiosa. Quando veio a
peste espanhola juntamente com a primeira grande guerra, Irmã Agustina já estava
na ordem há oito anos. Naquela época a Ciência andava a passos lentos, sabiam muito
pouco sobre a existência das doenças infecciosas e transmissíveis ficando assim
as sensações de duas tragédias, a humana e a Divina!
A
guerra de um lado ceifando vidas de maneira desnecessária exatamente como ainda
acontece hoje em todas as guerras, os jovens de saúde física em plena força de
trabalho são os primeiros a serem sacrificados em nome de uma suposta honra.
A
peste não poupou ninguém, ricos e pobres foram nivelados, fortunas inteiras
danificadas, famílias esfaceladas, de algumas não sobrou nenhum sobrevivente
para contar história. Casas queimadas, corpos em estado de putrefação jogados
ao relento aqui e ali em decomposição a céu aberto.
O
caos foi instalado!
Agustina
juntamente com algumas Irmãs da Ordem saiu da cidade em busca do campo, ao
longo do caminho foram recolhendo órfãos que por milagres haviam sobrevivido. Chegando
a um vilarejo abandonado encontram dois senhores já velhos, sendo estes os únicos
sobreviventes daquela pequena comunidade. Acolheram-nos, escolheram uma das
casas e fizeram dali seus paradeiros, estando já com elas perto de quarenta
crianças.
Ao
longo dos anos viu as pessoas ajeitarem suas vidas aos poucos, o inverno
rigoroso, com alimentação escassa, viviam de hortas e pequenos animais...
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