Dosagens...
Ciúme, inveja e
ambições, é inevitável viver sem ter essas sensações, o problema consiste na dosagem,
quem ama, quem gosta, sente ciúmes, esses sentimentos sejam por bens materiais
ou morais é sinal de cuidados, de proteção do que se conquistou. Inveja é uma
alavanca para se dar passos em direção ao sucesso, ela permite ver aonde está defasado
o que se pode mudar para melhor, perceber que as conquistas estão muito aquém do
belo e do perfeito. Ambições, quem não as possui é um franco propagador da preguiça,
acomoda-se com o que as circunstâncias lhe apresente, e a vida se torna inútil.
Quando esses
sentimentos são usado acima do tom, quando eles ultrapassam a linha do equilíbrio
se tornam os responsáveis por centenas de desgraças, são corrosivos e destroem a
alma, quem os lança, atinge a vida de terceiros de formas desastrosas.
Há muitos “amores”
existentes por ai, que nada mais são do que posses, apegos, como se um ser
humano fosse um objeto que tivesse uma tomada de liga e desliga ao bel prazer
do seu dono! Um sentimento sufocante que tolhe a liberdade do outro, uma
subjugação onde um se torna escravo de
uma energia viscosa, densa, um manancial de opressões mentais. E por fim, “senhor”
e escravo percebem que a alegria lhes escapou pelo vão dos dedos, e a
infelicidade ocupa o espaço vazio. Quando o ciúme é por bens matérias, o
elemento dono desses bens, se esquece, de que tudo nessa vida é perecível, até
mesmo seu próprio corpo, e ele vira o escravo
desses bens.
A inveja por incrível
que pareça, é um sentimento que precisaria de uma lupa, para saber de verdade
quando ela é benéfica! Quando um individuo sente inveja do sucesso de alguém,
quando ele olha e enxerga os seus próprios erros, quando ele percebe que seus
passos os trouxeram para o caminho das desgraças, e ele se volta para si mesmo
e muda a diretriz de sua vida, essa inveja é saudável. Mas quando essa inveja é
irracional, principalmente quando se trata de invejar as qualidades, os
conhecimentos de alguém, o porte físico, a inteligência ou dons morais, essa
sim é uma inveja macabra! É um sentimento tão mesquinho que não lhe permite
ver, que cada um tem seu destino, cada um tem sua rota, o elemento fica tão
preso nesse sentimento que não lhe é possível ver as suas próprias qualidades,
e passa uma vida como mariposa em volta da luz alheia. É um ser infeliz, sua
vida e seus projetos são travados e seus passos cerceados...
A ambição não tem
muitos caminhos, apenas dois, o elemento ambicioso, ele fará de tudo para conseguir o que deseja! Ambições morais e materiais, as ambições
materiais se divide em duas; uma para o próprio bem e alavanca para o
desenvolvimento coletivo, são aquelas pessoas que nascem com o toque do “Rei
Midas” que tudo toca e vira ouro, são almas que trazem dentro de si a carga da responsabilidade
como estandarte. São os empreendedores do mundo, geradores de empregos e
sustentabilidade. Os ambiciosos dos dons morais, nascem com o propósito de
mostrar ao mundo a necessidade do amor e da caridade.
Nesses dois extremos
no caminho da ambição, existe o “meio”. E é nesse meio que vivem os comuns. Um aprendizado árduo e
constante, o querer do homem, a sua ambição desmedida, o seu galope em
conquistar seja qualquer tipo de bens, ele destrói vidas, sonhos, nações, seus
projetos são escravos do seu orgulho tanto nas grandes questões como nas
quimeras, seus castelos tem sempre suas bases feitas de barros e dentro de si existe
uma ruína mental. A humildade é o seu pior inimigo e a vida que devia ser livre e correr com tranqüilidade,
o ambicioso a vê como mais um inimigo a ser combatido...
Essa dosagem desses três elementos abstratos, ciúme,
inveja e ambição deveria ser motivos de preocupações na vida de cada, no seu dia
a dia, uma vez que os seus resultados,
sempre acarretam desgraças reais....
Psicografias - Léo Fernandes
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