quarta-feira, 29 de maio de 2013

Desabafo...





Me foi preparado de forma consciente, mediante o carma e merecimentos, até aos dezoito anos, pais separados, lar desajustado, um vida infeliz rolando como folhas ao vento. Ajustando o relógio das minhas amarguras até os vinte e cinco, o teste se ampliaria, batendo de frente com a dura realidade, todos os sonhos e todas as vontades, barrados pela sorte e pelas maldades. 

Seria testado como fui, de forma cruel e desumana, lutando para voar e sempre na lama. Rolaria pela vida, como rolei, os falsos amigos de mãos estendidas, e dos verdadeiros só um encontrei, o teste final, um amor passageiro que me traria desgosto e desespero,  meu dever era vencer, lutar e não lutei.

Hoje vejo de onde me encontro, com profunda tristeza o mal que me causei, depois dos trinta e seis anos, a sorte se abriria como botões de rosas, no dobrar da vida numa esquina qualquer, eu encontraria a que seria a verdadeira mulher. Lar, três filhos, vida farta tanta felicidade que nem sei, mas no momento de angustias aos vinte e seis eu me matei!...

Ditado pelo espírito de Rubens Botelho

Léo Fernandes






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