segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A porta



Viemos ao mundo, pelas portas das nossas necessidades, cumprir um programa Divino com a Paternidade Celestial e conosco mesmo, resgatar e construir, dividir e contribuir com o desenvolvimento da humanidade. Antes de sermos pais e filhos somos no princípio irmãos, nascido da Luz e para a luz voltaremos, nem os desvios trevosos nos impedirá de fazer essa trajetória. Pois sendo filho do Perfeito, perfeito seremos! Viemos no lar, que é compatível com as nossas carências, temos os familiares que são alavancas para os nossos passos, vivenciamos as dores que preenchem as lacunas dos nossos descasos, seja dessa ou de outras experiências em outras vidas, ganhamos e perdemos na justa medida. Lamentamos profundamente ao ponto de perder quase um existência com fatos que nos marcaram, ou porque tivemos e deixamos escapar ou por não ter tido. A mágoa é uma barreira quase intransponível e ela é a nossa pior inimiga, ela nos impede de ver, perceber nas entre linhas as mãos do Criador guiando os nossos passos. Pais e filhos, ausentes e presentes, responsáveis ou relapsos, famílias estruturadas ou arrebentadas, ainda assim são laços, há os que se rompem ou se fortificam nesse plano, mas para Deus não há rupturas, a verdade que buscamos e queremos nem sempre é a verdade real.  A aceitação da frase “seja feita a sua vontade” na hora da dor  é desculpável quando é direcionado ao próximo, quando é voltada para nós e está aquém do que queremos, nos machucam e a indignação e a tristeza nos assolam. A “porta” para a entrada nesse mundo, pode não ser a mais bela, mas é a única e deve sim ser reverenciada, cabe a nós, o trabalho, no dia a dia, angariar motivos nobres para sermos “portas” especiais para os que voltam e encontrarmos portas melhores no futuro.

( Léo Fernandes )




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