A caridade não pertence
a nenhuma religião ou filosofia, nem aceita dogmas, ela é o amor sendo exercido
soberanamente, paira por sobre tudo como um colibri, e por onde ela passa o
perfume do amor harmoniza qualquer ambiente. É gratificante poder praticar a
caridade, ajudar os necessitados de qualquer situação ou procedência, é fácil
desposar de bens materiais e também do nosso tempo, basta querer, mas há uma
caridade mais complexa e um pouco mais difícil de se praticá-la. É a caridade
conosco! Perdoar os nossos erros, e acima de tudo reconhecer a necessidade de
mudanças reais, nós amar quando muitos não nos amam, aceitar as nossas
limitações quando somos cobrados, ter a humilde de aceitar falhas próprias,
amar o nosso corpo físico, ter carinho com as dificuldades materiais, paciência
com o estado de doenças físicas e mentais. Reconhecer passos dados que nos
eleva e se orgulhar desse fato, ter olhos abertos para caminhos novos,
valorizar pontos positivos de nossas atitudes, fugir das tristezas, soltar as
mãos e deixar as águas passadas correrem livremente, se permitir ser feliz
mesmo que tudo esteja pelos ares. Se
conformar com os desejos não realizados com atitudes edificantes, procurando
ver o lado positivo sem esmorecer, não esperar por Fé externa e elogios, a luz
alheia nos ajuda a sair do escuro por momentos, há de se ter a sua. É sim
difícil, mas não impossível, mas necessário, porque quem não consegue realizar
nada por si, infelizmente não tem nada que doar a ninguém.(Léo Fernandes)
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