A casa
estava cheia e a mesa posta, sorrisos disfarçados, o escárnio vagando e todos
separados. Os pratos ricamente decorados sem sabor algum, as paredes abrigando
palavras soltas, olhares sorrateiros, falsidades escarradas, frases com sabores
amargos de difícil digestão, portas e janelas fechadas, e lá fora o perdão, o
convidado principal, no frio da noite esperando para ser convidado e de pires
na mãos. Léo Fernandes
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