quarta-feira, 29 de julho de 2015

Por conta de nossa infantilidade de alma poucos de nós sabem sofrer na medida certa. Quando a dor aparece seja fisíca ou moral, ela trás consigo uma cartilha e a nossa ansiedade nos faz abrir o livro pelo fim, logo na última página, pois ali está o fim de tudo! Sendo que, há de ser lido capítulo por capítulo pois ela quando chega a sua função é nos ensinar.
O primeiro capítulo; Fé em Deus e a si mesmo.
Segundo; paciência e resignação, nos ensinando a aceitar o que se pode e deve mudar e aceitar o que veio de forma cabal.
Terceiro; amar a si mesmo, não esperar amores de fora, pois estes nos levantam, mas não nos preenchem.
Quarto; perdoar a si mesmo e a vida, esse capítulo é fundamental, esse perdão real é a única chave para as portas do recomeço.
Quinto; olhar dos lados e ver as dores alheias, não no sentido macabro de ver a nossa dor em estado de privilégios, mas com respeito, uma percepção honesta no sentido de que estamos muitas vezes melhores do que muitos.
Sexto; se permitir sofrer na dose certa, afastar os fantasmas do medo, pois estes esfumação a nossa coragem e nos impede a visão do real sofrimento
Sétimo; nos permitir ser cuidados, as pessoas que nos amam estão tão infelizes quanto nós.
Oitavo; seguir sem orgulho as orientações de quem pode nos curar e ajudar sem rebeldias.
Nono; entender que cada dia desse processo de dor tem a função de nos igualar, nos nivelar enquanto seres humanos, e sair com dignidade, prontos a servir quem por ventura de nós precisar.
Décimo; é uma volta ao primeiro capítulo, no Amor de Deus por nós, afinal o nosso início e o Fim a ele compete, e essa confiança fortalece a nossa alma, e estando fortes em Cristo, não há Fim de horrores em nenhum dos planos, seja terreno ou espiritual.


( Léo Fernandes)




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