quarta-feira, 20 de abril de 2016

Olá....
Bom dia, boa tarde, boa noite, eu sou a Morte!
Me sinto na obrigação de esclarecer algumas situações que tem causado desagravos a todos. Não me visto de preto, não trago a máscara do terror e muito menos foices em ristes. Me visto de branco, trago a paz estampada em meu rosto e nas mãos um farol que jamais se apaga, afinal eu desempenho um dos mais belos trabalhos da criação Divina. Sou a responsável por levar de volta para os braços de Deus, os seus filhos amados. O amor de Deus fala tão alto em meus ouvidos que me ensurdece e me cega para as lágrimas e os gritos dos que ficam.
Não tenho hora para chegar, visito todas as idades, não é o meu trabalho escolher quem fica e quem vai, não julgo, não questiono, apenas seguro pelas mãos os que partem.
Fico muito feliz quando levo aqueles que não importando a idade, cumpriram a sua jornada na justa medida, os que voltaram sem culpas, os resignados, os que amaram os humildes, os que sabem que a vida é eterna, para esses não sou uma visita, mas apenas uma porta. Choro quando sou obrigada a levar aqueles que decidiram por conta própria me chamar antecedendo e muito a hora da minha visita.
Não sou amada em lugar nenhum desde o início da vida física, sou vista como o pior dos inimigos, sou aquela que interrompe sonhos, separa amores, provoca dores, saudades e indignações.
Mas, não sou a responsável pelas causas e efeitos de vida alguma, méritos, deméritos, sucessos ou fracassos, busco a todos indistintamente por onde passo eu deixo dores infinitas, mas não fui a causa, apenas o fim.
Se eu pudesse dar conselhos, eu diria; Viva intensamente com amor e alegria, pois na hora da minha visita, haverá lágrimas, mas de gratidões, haverá dores, mas compensações haverá lembranças, mas belas. A minha visita continuará triste, mas vou entregar a Deus, espíritos aptos aos planos de Luz.
Léo Fernandes


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