domingo, 19 de junho de 2016

A riqueza sobre a visão mundana é chegar aos 60 anos, por exemplo, e ter tido uma vida farta materialmente, poder ter viajado e ter tido a oportunidade de gerar rendas, amealhar bens, contribuído com a sociedade, educados filhos e etc. 
A riqueza sobre a visão da alma nessa mesma idade; é ter motivos de sobra para sorrir, e ver o quanto de bens se plantou nos corações alheios, o quanto andou pelos caminhos da caridade, que tudo valeu a pena as lutas mesmo naquelas que foram perdidas, e poder recordar dos que partiram antes sem ter o coração partido por atitudes erradas, olhar o passado com vontade de fazer tudo outra vez.
As riquezas da alma, não valoriza a riqueza e nem a pobreza mundana, não questiona se o individuo vive na choupana ou no palácio se é culto ou obtuso, se são dotados de grandes saúdes físicas ou doentes crônicos, os afortunados são pesados na balança do amor e o prato da satisfação pesa o dobro das iniquidades.


Léo Fernandes.



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