Solidão,
oh solidão! Por que insistes em bater na minha porta, acaso não vistes as flores nas janelas, as cortinas brancas e a esperança santa sentada na varanda, solidão por que me rondas?
Saiba que, a juventude por hora ainda passeia pela casa a faceirice adorna os meus anseios, as tristezas eu guardei em uma caixa e a lua ainda é o meu espelho, algumas malas eu deixei pelas estações, estavam gastas, rotas, ou em desalinhos, alguns lenços eu usei para dar adeus e outros para enxugar os olhos meus.
A cada curva ao longo da estrada ficou um pedaço de tudo que foi belo e um dia foi meu e eu já joguei pela janela os meus sapatos, como um último ato de um amor que morreu!
Solidão, adeus...
Léo Fernandes
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