sábado, 30 de setembro de 2017

Os laços consanguíneos são espíritos endividados entre si, já estão mesmo na condição de parentes para amarem e perdoarem defeitos uns dos outros, e também alavancar moralidades, conhecimentos, aprimorar intelectualmente e desenvolver o sentimento de fraternidade. 
Para que esse trabalho todo seja bem qualificado é natural que muitos de nossos parentes, assim como também nós mesmos, sejamos uns dos outros antagônicos, como bem disse Jesus “os são não precisam de médicos”. 
A família é composta por aqueles que cobram, e os pagam, e os que a mantém. Os que cobram são aqueles espíritos que foram lesados em outras vidas, e não perdoaram, os que repõem são os devedores que pagam com amor ou ainda com ressentimentos. 
E há ainda um terceiro elemento, aqueles que não devem e nem cobram, são os pilares de sustentação dessa família, eles nascem nesse núcleo com esse propósito mesmo, são os balizadores das contendas morais, eles unem, ajunta-os com amor e paciência, para que essa família não se desagregue por completo. 
Muitas vezes o ódio entre alguns desses elementos é tão visceral que culmina em mortes trágicas, o desamor é tão gritante que o sangue, a criação em nada surtiu efeito na alma do indivíduo. O fato é que, as variantes do sofrimento de uma família são tão grandes e continuáveis que se fôssemos enumerá-los nós nos perderíamos nos mares dos porquês, e nem sempre teríamos respostas. 
O homem sábio não se preocupa em saber se deve, ou se sustenta, e sim se é o cobrador, esse sim corre um grande perigo, porque esse elemento nessa condição, por estar em seu direito pode facilmente ultrapassar a linha de sua cobrança. Vindo a ser um carrasco cuja paga em nada aplaca a sua ira. Dentro de toda essa dor por mais que muitos concluem que não valeu a pena, não é verdade, o sangue, o convívio, deixa marcas cujo tempo não apaga, é na verdade a semente de entrelace do amor que germinará a qualquer tempo na alma de um Ser.

Léo Fernandes 



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