Perdão
Quando Jesus
disse; “se alguém lhe bater na face direita dai-lhe também a outra”, ele com
essas palavras nos advertem, não é proibido ao homem se defender se assim o
fosse não teríamos o instinto de conservação, nem saberíamos sentir essa
particularidade e vale lembrar que esse sentimento é o pai de todos outros
sentimentos no homem, o que Jesus quis dizer é sobre o fato de não se vingar,
“dar a outra face” é mostrar ao outro que não haverá vinganças, que está
disposto a cortar o laço doente que estabeleceram entre si. Que o agressor terá
que se virar sozinho com o seu ato cometido! Que a responsabilidade de suas
maldades físicas e morais ele terá que resgatar sem a ajuda da vítima.
Para muitos
perdoar é um ato de covardia, revela ao mundo uma alma fraca e sem
personalidade. Nesse aprendizado há aqueles que aparentemente perdoam, parece
não se importarem com nada de ruim que lhes acontecem, são indiferentes, mas na
verdade são almas preguiçosas, não querem ao menos pensar sobre os fatos
ocorridos, passam pela vida numa espécie de alienação, não se importam nem de
serem agredidos e muito menos com a sua honra.
O verdadeiro
perdão é fruto de um trabalho bem elaborado intimamente, nasce do amor e do
raciocínio lógico e é esse conjunto de ações que permite o perdão real. Perdoar é saber que não é a única vítima do
mundo que passou e passa por dores, é ter consciência de que qualquer um está
sujeito aos mesmos crimes e atos infelizes, que ninguém é perfeito, que uma vez
ainda vivendo nesse mundo poderá acontecer outras vezes e também cometer os
mesmos ou piores atos. É seguir a vida com a face exposta, caminhar com
hombridade e humildade de alma. “Se á cada um é segundo as suas obras” não
restam dúvidas, “antes amar que ser amado, perdoar que ser perdoado” esse é o
caminho, não deixa de ser árduo, mas sem companhias e laços doentios.
Léo Fernandes
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