Lutar pela subsistência, ver ao lado os “maus” prosperando e a
honestidade sendo massacrada muitas vezes jogada na lama das iniquidades,
presenciar a bestialidade por séculos no topo das gestões humanas na condição
de governantes e a genialidade escarnecida sendo tratada de maneira vil. Uma
celeuma gigantesca de mentes preocupadas com seus direitos em detrimentos aos
deveres, então como falar de “Amor”?
É que mais uma vez equivocamos esse amor
não vem de lugar nenhum, não se compra não se empresta não se comercializa.
Quantos ao ler essas simples palavras irão dizer “mas isso eu sei”, mas em seu
interior existe uma guerra que se pudesse ser mostrada, o mundo estarreceria. As guerras, todas elas nasceram da ausência do amor individualmente, a
posterior encontram seus comparsas.
Nesse “Novo Ano”, vamos olhar mais os
nossos “passos” com cuidado, pisar com
amor cada passo porque a vida não “é curta” a vida é eterna, e se a vida é eterna, então vamos eternizar a
solidariedade e o amor começando por nós, cada um de per si, ai sim haverá um
entrelace de amor que dominará o mundo.
Nesse “Novo Ano” vamos abrir as portas
do amor com mais freqüência, ela anda emperrada e sem lubrificação enquanto as
portas das mágoas, do ódio, da indignação, estão já gastas de tanto serem
usadas, essas estradas já estão sulcadas pelas nossas dores, seus trilhos já
são verdadeiros labirintos, temos nos perdidos quase sem voltas. Cada um de nós
em casa, no seu quadrado, seja um guerreiro do Amor, um amigo da paz, que a
nossa casa nesse Novo Ano, seja uma pousada da esperança, a oficina do trabalho
e o descanso da felicidade...
Léo Fernandes
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