A justiça humana pode não atingir o que esperamos para punir certas delinquências, no entanto o infrator sabe em sua intimidade que a Lei Universal
o reconduzirá cedo ou tarde e lamentavelmente a dor será o único caminho.
Na infância moral em que vivemos absorvemos dos mais graduados amor e
conhecimento, e muitas vezes na tentativa de sermos professores muito aquém de
tal tarefa, nós nos tornamos contraventores.
Muitos inadvertidamente acreditam piamente no castigo Divino, se condenam vindo a serem os seus próprios juízes e carrascos, colocando a Divindade dentro
dos seus parâmetros, outros, diante de seus erros e fracassos esperam que a
Justiça seja branda e complacente como eles o são, diante de seus comodismos
morais.
Deus jamais perdoa, uma vez que Ele não se ofende com as nossas
deficiências.
Deus jamais julga sendo que, somos livres para escolher o caminho seja
do bem ou do mal.
Deus não condena, a dor que nos é imposta é fruto de nossas próprias
escolhas.
Deus é nosso Pai, nós que temos dificuldades de reconhecer essa
Paternidade.
Deus ama infinitamente, assim como parece infinita a nossa desconfiança
em relação a esse amor.
Léo Fernandes
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