Sol escaldante nos verdes anos de minha vida, terras áridas rasgando as feridas, valente como um louva deus, de espada afiada enfrento o destino. Por entre abismos e demônios, medos e angustias desbravo meu eu, aguerrida.
Percebo ao lado estarrecida o sol de cada um, que todas as terras existem as guerras, os sulcos se abrem nas mãos dos santos e pecadores e feita de dores são todas as glórias, e há sempre derrotas em todas as vitórias.
Nos olhares dos viajantes, anseios por chuvas mansas, céus enfeitados de estrelas, brisas que pacificam a alma, mãos que se entrelaçam e o amor exercido, todos os sonhos mais caros sendo cumpridos, e a lua por testemunha.
Corajosa e destemida percebo que em todos os anos, sejam verdes ou maduros, o joio e o trigo são labores de cada um, sejam as mãos que espalham as sementes ou as que há ceifam, noites iluminadas ou escuras, o sol deita e se levanta e a vida continua.
Espero os anos brancos amando a terra e curando as feridas, sendo parceira do destino não inimiga, trocando a espada pelas flores, os abismos conhecidos e os demônios banidos.
De santa e pecadora tenho pelo meio , meu copo não está vazio nem cheio, seja noite escura ou enluarada, entardecer ou alvorada, sem dar e receber amor não sou nada!
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