quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Esperança...

(esperar+ança)

Esperança

s.f.

1. Disposição do espírito que induz esperar que uma coisa há de realizar ou suceder.

Muitos de nós levamos a vida sem perceber a importância desse sentimento chamado Esperança, nenhum de nós conseguimos viver sem essa alavanca que nos impulsiona em direção os nossos sonhos íntimos e coletivos. Por sermos racionais, o topo da pirâmide no mundo animal, temos a ilusão de que esse privilégio nos pertence e esta ilusão nos tornam especiais.

Com humildade diante dessa complexidade chamada universo, podemos observar simploriamente que a terra majestosa espera o sol se por para que ela possa descansar, a semente espera os nutrientes e a chuva para que ela possa rasgar o solo explodindo em vida. Os animais de todas as espécies esperam de forma extintiva a continuidade de suas proles e que estas se perpetuem para sempre.

A amor é a chave que abre todas as portas de nossas intimidades mentais, permitindo que a Esperança ocupe esses espaços completamente expulsando nosso demônios e nos libertando das prisões impostas ou criadas. Quando uma pessoa diz que o amor não existe, que esse sentimento não fora feito para ela, sem perceber nesse momento ela busca com sofreguidão a Esperança!

Mesmo aqueles que consideramos escórias da sociedade, que usam de seus livres arbítrios para se locupletarem e espalhar suas maldades pelo mundo, esses também usam dessa mesma Esperança de forma distorcida, mas não deixa de ser o mesmo sentimento.

Quando mente e coração se encontram em equilíbrio, somos capazes de amar e ser amado e a Esperança é o combustível dessa engrenagem que buscamos para o bem viver. A Esperança está presente em todos os nossos atos, é a companheira mais fiel, pode nos faltar tudo e ainda assim ela continua a desempenhar seu trabalho.

A Esperança é tão peculiar que até mesmo os desavisados que tiram a própria vida em momentos de extremada dor, buscam ilusoriamente nesse sentimento confiante de que essa atitude lhes traga o fim de suas dores.

Devemos compreender a Esperança para que não nos tornemos vítimas de outro sentimento que se assemelha a ela assim como se parecem o joio e o trigo.

A ilusão!

A ilusão nos leva aos sonhos que aos poucos terminam em pesadelos. Esse comportamento fugidio em todos os quadrantes de nossos comportamentos pode assumir conotações de modo de vida, e a preguiça passa a ser nossa mestre soberana.

A Esperança é a luz no final do túnel de nossas angustias, aquele que caminha sobre seus trilhos com fé humana e Divina, compreende que nada vem gratuitamente, que a vida cobra trabalho de todos os reinos existentes no universo. Ensina que o nosso mundo íntimo é tão vasto e complexo quanto o externo e que todos os sentimentos nefastos nos arrastam para as masmorras de dores e mais uma vez somos obrigados a recorrer a Esperança em condições extremas.

Feliz seremos quando introduzirmos em nossa casa mental a Esperança numa junção perfeita com todos os sentimentos nobres, enquanto esse dia não chega, caindo e levantando, chorando ou sorrindo, da infância a velhice jamais podemos perder esse norte. Caminhar trabalhando, esperar, esperando sempre que algo de bom venha suceder...

Pois a Esperança é sagrada e Divina, a manjedoura de todos os nossos sonhos.


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