terça-feira, 5 de abril de 2011

Justiça...

Buscamos em desejos intensos a Justiça em todos os quadrantes de nossas vidas, aplaudimos quando Ela nos favorece e indignados ficamos algumas vezes ao vê-la em seu trabalho cego a favor de outrem. Raros são os que sobriamente e dignamente reconhecem que sendo a Justiça cega Ela procura a verdade de forma imparcial, em sua rota não é permitida as encruzilhadas do orgulho e da vaidade.

Os sentimentos nos forçam a caminhada em direção ao progresso moral, sem eles estaríamos estacionados e a função humana perderia o sentido, seguindo essa linha de raciocínio, o amor que ocupa o topo dessa pirâmide na escala dos sentimentos na verdade caminha lado a lado com a justiça como se fossem um só, vivemos tão absortos em nossos quereres que não percebemos essa junção perfeita.

Recebemos na justa medida em que dispomos, quando reclamamos por Justiça se fôssemos mais atenciosos ou quem sabe tivéssemos o bom hábito de pensar antes de alardearmos nossas dores, veríamos com clareza que a Justiça está sendo implacável e de forma soberana trabalhando sua imparcialidade.

Todos nós nos sentimos de uma forma ou de outra Injustiçados, sejam por causas atuais ou de vidas passadas, como se os efeitos fossem desassociadas das causas, as tragédias pessoais ou coletivas são ecos dos nossos comportamentos inadequados. Para aqueles cujas teorias de vidas pregressas não passam de utopias, suas reclamações por Justiças abrangem apenas o âmbito terreno seu sabor é amargo na maioria das vezes em que Ela se faz presente.

A Justiça humana e Divina em quase todos os casos diante de nossas reclamações assemelha-se a uma foice que ceifa nossos sonhos ou cercam nossos caminhos, raramente Ela sorri e mostra sua face, isto porque também muito raramente a merecemos de verdade e quando chega essa hora uma felicidade nos invade e sentimos a plenitude de sua força.

Acreditando ou não na pluralidade da existência, temos o dever de observar com mais critério aquilo que vulgarmente chamamos de cotidiano, um simples ato seja em direção ao bem ou ao mal, estamos convidando de forma sutil a presença da Justiça a exercer sua função.

Muitos repudiam algumas frases tais como; "temos o que merecemos", "somos o que pensamos", e tantas outras, respeitamos seus pontos de vistas afinal somos livres e vivemos de acordo com nossas consciências. Porém aqueles que, sabiamente compreende que o amor é a chave que abre a porta da Justiça e que Ela não ama e não odeia apenas executa, se comportam com mais prudência diante da vida. Para estes a imparcialidade da Justiça deixa de ser algo que mais pune do que liberta.

Ao vê-la em exercício esse Ser sábio, mesmo sendo punido por Ela aceita com humildade ao ver o prato da balança descer em prol de quem merece por direito. Ao passo que, naqueles que ainda predominam os sentimentos inferiores sejam vítimas ou algozes a Soberana Justiça será sempre mesquinha e desumana!

Como se o amor fosse a luz e Ela a sombra, sem perceberem que um completa o outro como a noite e o dia! Se clamamos por Justiça, justo deverá ser nosso atos...

2 comentários:

  1. A busca incessante de justiça às vezes nos leva a sermos injustos, no mesmo curso em que queremos decidir por nossa única visão. Chegamos ao ponto até que questionar os caminhos Divinos, em surtos de heresia que Deus leva em conta e nos perdoa, em sua infindável misericórdia.
    Mas no ritmo de justiça humana, estamos muito carentes. A proliferação de cortes corruptas e venais, ou manobráveis por interesses escusos se avoluma e faz descrentes aqueles que dela esperam.
    Cabe-nos denunciar e brigar para que os excessos se corrijam.

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  2. nos esquecemos de sermos justos, se tivemos essa justiça conosco, no nosso dia a dia nao iamos ver tantas coisas q acontecem diariamente

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