Nessa terra sagrada nossa manjedoura, em todos os tempos a fome foi e será uma das misérias que mais causam comoções nos corações dos Seres de boa vontade. A ciência, a tecnologia e a experiência trabalham a serviço dessa reparação hedionda. Pessoas as vezes de forma particular acabam mobilizando em nome da Caridade países inteiros em prol desses menos favorecidos. Não levando em consideração as diretrizes, religiões ou modos vi vendi de cada nação, o objetivo maior é levar alimentos para os desabrigados em todos os quadrantes desse mundo. A fome passageira todos nós a experimentamos, para aqueles que são providos da sorte em pouco tempo essa angustia é sanada, sendo apenas uma situação circunstancial, enquanto muitos outros sofrem de forma intensa e dolorida.
Milhares de irmãos em Cristo bebem seus cálices sorvendo o líquido amargo da fome, trabalhando intimamente essa perda básica que é o alimento do corpo e servindo de escola viva para os irmãos privilegiados ou ligeiramente abastados. Nenhuma dor nesse mundo é para ser vista por nós como castigo de Deus de forma fatalista e muito menos como algo natural como se o Ser desgraçado seja por falta de cultura, questão geográfica ou desleixo, mereça padecer de forma taxativa sem direito a Caridade moral, física e intelectual.
Lamentavelmente sempre houve e ainda haverá a fome do corpo enquanto o egoísmo não for abolido, ele é o agente desse trabalho, enquanto muitos são generosos em distribuir seus bens e conhecimentos, outros encobrem cuidadosamente a candeia para que as trevas permaneçam cegando os famintos e a luz seja apenas para quem se julga no direito.
Ainda assim a fome do corpo por mais que seja triste é minúscula diante da fome da Alma, enquanto a fome do corpo atinge boa parte da população mundial a fome da Alma está para todos.
Somos famintos!
A cada século a humanidade confronta seus costumes antigos com as novas descobertas, o mundo caminha a passos largos em melhorias infindáveis nos convidando ao progresso dia após dia, mas quanto a Fome da Alma muito pouco se fez.
Temos a nossa disposição Iniciados Divinos em todas as filosofias, religiões, seitas e etc. e todos Eles em todos os tempos nos advertiram e advertem seja com palavras ou exemplos da necessidade de nos amarmos uns aos outros, pois essa é a receita do famoso Maná, o prato que sacia completamente e muitos de nós ou fazemos ouvidos de mercador ou relegamos para mais tarde essa questão da Religiosidade.
Em tempos atuais nossa fome é tanta e de forma tão distorcida muito aquém do que precisamos, que se vê por ai muitos comercializarem esse alimento, revelando infantilidade de Espírito por parte do negociador e comprador.
A fome da Alma é uma doença cujo antídoto é apenas o Amor!
Aquele que já consegue compreender o amor, sabe olhar o próximo como parte de um todo e se vê inserido no universo como Ser criado e compreende que sendo criatura somos todos iguais, este sim é um Ser saciado.
A reencarnação nos permite a cada experiência drástica ou faustosa, compreender um pouco mais dessa Fome e nos alimentarmos cada vez mais com sabedoria.
A fome humana só pode ser corrigida de forma definitiva quando a fome da Alma não mais existir. Nesse trabalho silencioso das vidas sucessivas quando corpo e mente estiverem saciados de forma harmônica entre os seres na terra a palavra Fome será algo inexplicável.
Enquanto esse momento não chega, a cada dia devemos exercer a solidariedade aos necessitados sem esquecer também do amor próprio.
Lembrando-nos sempre de que o prato sacia o corpo, mas é o olhar amigo, a mão estendida, o sorriso franco que promove a Fé e alimenta a alma e nos concita ao crescimento interior, saciando para sermos saciados, amando para sermos amados, e seremos fartos....
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