Atravessei a linha do tempo pelo buraco da agulha, passei por estradas que já estavam prontas, e com suor e lágrimas construí algumas. Voei mais alto do que o belo Condor, já fui leve como uma borboleta, tão pesado como um elefante, laborioso com o castor, e já rastejei como um inseto vil...
Conheço bem o fundo do poço, esse buraco esse oco, os olhos cegos para as mãos estendidas, sem portas e sem janelas, escuridão infindas. As mãos indignadas que os cavam, e as unhas rasgadas e sangrando na subida. Conheço os primeiros raios de sol a bater no rosto, o medo, um olhar no buraco outro para vida.
Conheço cada banda que passa a desfilar na avenida, seus adereços enfeitados, belos por fora e por dentro feridas. Segui quase todos, e em alguns fui destaque, embalei na vaidade, bibi com o orgulho, sentei na calçada com a leviandade, dancei todas as músicas e a que marcou foi a saudade.
Não sou velho e tão pouco moço, não sou ferro ou ferreiro, mas conheço a bigorna que desce com gosto forjando a alma sem olhar o rosto. Aprendi a fechar a boca e a ceder os ouvidos, andar com prudência, pois qualquer tábua pode ser a falsa, amar o belo mesmo que eu ainda não seja, compreender o bizarro e desviar do sinistro.
Admirar todos ídolos mas seguir O Perfeito, o nosso Amado Jesus Cristo!
Difícil ler todos esses textos sem os olhos marejados, Deus t deu um dos mais maravilhosos dons! te amo minha amiga e sempre sinto saudade!
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