Essa frase “nossos passos nos trouxeram onde estamos” é de fato desconfortante, pois é muito bom encontrarmos culpados pelas nossas infelicidades, é sim, nossas desditas ficam leves quando culpamos alguém, a má sorte, o destino, a falta de grana e por ai vai... Mas a verdade mesmo é esta, estamos sim no caminho que criamos! Vemos hoje tantas bandeira levantadas por tudo e por nada, por motivos reais e estúpidos que devíamos nos perguntar quando mesmo iremos levantar a nível de Mundo a “bandeira do Amor”? Mas amor mesmo, começando pela nossa unha do pé, nos amarmos de verdade, ter carinho com nosso corpo, nossa vida , nossas coisas materiais, amar a luta pelo que pode ser mudado e amar as dificuldades resignadamente que jamais serão mudadas pois faz parte de nosso aprendizado, fato esse que muitos chamam de destino ou carmas.
Falar dessas coisas, desse “amor”, é tão estranho porque temos tantas respostas contrárias uma vez que a vida é difícil sim, viver é a arte incompleta, relacionar-se é o mais árduo dos trabalhos, é uma tarefa comezinha, dia a dia estafante uma vez que temos que abrir nossa mente e deixar entrar as mentes dos que nos rodeiam, entrelaçar conhecimentos, sentimentos, dor querendo ou não, amar quem as vezes só nos machuca, isso é viver!
Lutar pela subsistência, ver ao lado os “maus” prosperando e a honestidade sendo massacrada muitas vezes jogada na lama das iniqüidades, presenciar a bestialidade por séculos no topo das gestões humanas na condição de governantes e a genialidade escarnecida sendo tratada de maneira vil. Uma celeuma gigantesca de mentes preocupadas com seus direitos em detrimentos aos deveres, então como falar de “Amor”?
É que mais uma vez equivocamos, esse amor não vem de lugar nenhum, não se compra, não se empresta, não se comercializa. Quantos ao ler essas simples palavras irão dizer “mas isso eu sei” e em seu interior existe uma guerra que se pudesse ser mostrada o mundo estarreceria. As guerras, todas elas nasceram da ausência do amor individualmente, a posterior encontram seus comparsas.
Nesse “Novo Ano”, sim porque datas são questões humanas, se essa condição nos diferencia, marca o tempo, nos enquadra no universo então que seja. Vamos olhar nossos “passos” com mais cuidado, pisar com amor cada passo porque a vida não “é curta” a vida é eterna. E se a vida é eterna, então vamos eternizar a solidariedade e o amor começando por nós cada um de per si, ai sim haverá um entrelace de amor que dominará o mundo.
Nesse “Novo Ano” vamos abrir as portas do amor com mais freqüência, ela anda emperrada e sem lubrificação enquanto as portas das mágoas, do ódio, da indignação estão já gastas de tanto serem usadas, essas estradas já estão sulcadas pela nossas dores, seus trilhos já são verdadeiros labirintos onde temos nos perdidos quase sem voltas.
Cada um de nós em casa, no seu quadrado, seja um guerreiro do Amor, um amigo da paz, que nossa casa nesse Novo Ano, seja uma pousada da esperança, a oficina do trabalho e o descanso da felicidade...
Querida amiga Leo, parabéns pelo belo texto, uma eterna lição a nos lembrar que somos os únicos responsáveis por nossos atos e omissões. Já dizia o poeta que "A semeadura é livre e opcional, mas a colheita é obrigatória e vinculada". É preciso que lembremo-nos que da adversidade é que nasce a verdade, é ela (a adversidade) que purga a falsidade e faz florescer a autenticidade, em sua plenitude.
ResponderExcluirQue este ano que se inicia seja pródigo em amor. Feliz Ano Novo, Leo.
Abraços,
José Américo
@zeamericoadv