Moro na rua sem nome
e na casa não há paredes
as portas são as da alma
e como teto os meus segredos
o piso alguns são feitos de sonhos e outros de medos...
Da janela vejo a vida passando pela rua
algumas são agasalhadas e outras completamente nuas
o tempo é meu vizinho a saudade companhia
almoço a esperança e muitas vezes janto a agonia...
A sala sempre arrumada a espera de visitas
na cozinha a mesa posta um prato e uma xícara
duas cadeiras no aguardo de quem parte ou quem fica
o fogão sempre aceso como vive o coração
o olhar apaixonado confundido a ilusão...
O quarto é um labirinto decorado por lembranças
cada objeto é um marco recolhido em cada esquina
foi vivido intensamente já passou mas não termina
os quadros pendurados retrata cada momento
em um deles estou sorrindo e no outro chorando
uma tela te aguarda e a outra está em branco...
Tem um baú no canto pintado de azul
sobre a tampa a um vaso cheios de flores
seu conteúdo não é segredo apenas encoberto
enfeitando o passado e na espera do que é certo....
Olá Leo: Voce teve a ousadia de alocar na sua descrição pessoal no seu blogger que voce tem dificuldade para escrever! Mas, lendo teus ensaios não pude concordar, pois são de uma linguagem clássica e bela, principalmente com conteúdo sólido, farto e inteligente. (cihgral.com)
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