domingo, 20 de maio de 2012

Você teme?


O comportamento de pais amorosos e responsáveis caminha na direção ao trabalho, do exercícios em prol dos filhos amados, no sentido de que seus rebentos se desenvolvam cultural e socialmente para que quando na fase adulta sejam educados e saibam conviver em sociedade sem temer a vida. Mas, esses mesmos pais por uma educação milenar no que se refere á sua religiosidade continuam cometendo erros entrando em contradição consigo mesmo e com os princípios Divinos.
Os filhos dos filhos sucessivamente não sabem amar uma vez que lhes foram ensinado a TEMER a Deus. Quem não ama a Deus mais do que o teme com certeza é um individuo de mente fechada para as “portas estreitas” e aberta para as largas “portas da perdição”.
Existiu em nosso meio antes, existe agora e lamentavelmente o depois e ainda por séculos, aqueles que pregam esse TEMOR a Deus em suas preleções evangélicas, esse TEMOR pautado na ignorância no que se refere aos escritos sagrados de muitas filosofias existentes, não está escrito e nem exemplificado pelos enviados especiais que foram e são ícones que estiveram e estão em nosso meio a nos ensinar como amar o próximo. Esse temor é nosso, da nossa mente, ao estudarmos e lermos as Sagradas Escrituras, nós ao longo dos milênios demos esse toque, alteramos o tom de cada palavra de acordo com nossos costumes e educação e também moldados com o que trazemos em nossa alma de vidas pregressas.
Para o homem é mais fácil TEMER do que amar, quando se teme, não nos acarreta tantas responsabilidades e não temos a necessidade de nos preocuparmos com o AMOR. O temor não nos permite ousadias em campo nenhum, tememos a Deus, a culturas diferentes, a ciência, a tecnologia, as religiões dos outros, as etnias, a verdade, a coragem, a caridade, o amor, e esse temor é confortável por que com esse elemento presente em nossas mentes, com essa falsa ideologia nós os tais seres humanos continuamos estagnados e caminhando pelas “portas abertas” de braços dados com todas as ignomínias da vida sem a necessidade de trabalharmos o nosso interior para que passamos compreender verdadeiramente o que é amar a Deus e o amor em si. Nós, uma vez pais de nossos filhos queremos para eles o melhor, e somos pequenos em relação à Divindade, se em nossa pequenez queremos o melhor aos nossos descendentes imagine Deus que é nosso Pai e criador do universo!
Deus não quer o nosso TEMOR, ele quer o nosso amor. O filho que já sabe amá-lo é liberto, caminha pelos caminhos estreitos em completa liberdade e desenvoltura, esse filho ama com amplitude e compreende as diferenças humanas, caminha de mãos cheias, em uma delas carrega o fardo do amor e na outra o fardo do perdão, ele sabe que o verdadeiro amor liberta não só a ele como aos outros, compreende que para amar exige-se trabalho como outro qualquer. Já entendeu que o amor ao próximo não é amar os que nos são caros, nossas idéias e objetivos ou aqueles que comungam de nossas filosofias, que pautam a nossa cartilha ou os que são o nosso sangue. Estando pronto para esse AMOR a Deus, ele se torna um vigilante, é prudente, “vive no mundo de acordo com o mundo” sem ser mundano, convive com as diferenças com caridade, as futilidades e o comportamento desregrado das almas em evolução ele não mais as absorve pois sua porta é bem estreita, mas a sua visão é tão ampla que abrange a luz e a escuridão de cada ser.
E o temor se perde nas dobras do AMOR...


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