O comportamento de pais amorosos e responsáveis caminha na direção ao
trabalho, do exercícios em prol dos filhos amados, no sentido de que seus
rebentos se desenvolvam cultural e socialmente para que quando na fase adulta
sejam educados e saibam conviver em sociedade sem temer a vida. Mas, esses
mesmos pais por uma educação milenar no que se refere á sua religiosidade
continuam cometendo erros entrando em contradição consigo mesmo e com os
princípios Divinos.
Os filhos dos filhos sucessivamente não sabem amar uma vez que lhes
foram ensinado a TEMER a Deus. Quem não ama a Deus mais do que o teme com
certeza é um individuo de mente fechada para as “portas estreitas” e aberta
para as largas “portas da perdição”.
Existiu em nosso meio antes, existe agora e lamentavelmente o depois e ainda
por séculos, aqueles que pregam esse TEMOR a Deus em suas preleções
evangélicas, esse TEMOR pautado na ignorância no que se refere aos escritos
sagrados de muitas filosofias existentes, não está escrito e nem exemplificado
pelos enviados especiais que foram e são ícones que estiveram e estão em nosso
meio a nos ensinar como amar o próximo. Esse temor é nosso, da nossa mente, ao
estudarmos e lermos as Sagradas Escrituras, nós ao longo dos milênios demos
esse toque, alteramos o tom de cada palavra de acordo com nossos costumes e
educação e também moldados com o que trazemos em nossa alma de vidas
pregressas.
Para o homem é mais fácil TEMER do que amar, quando se teme, não nos
acarreta tantas responsabilidades e não temos a necessidade de nos preocuparmos
com o AMOR. O temor não nos permite ousadias em campo nenhum, tememos a Deus, a
culturas diferentes, a ciência, a tecnologia, as religiões dos outros, as
etnias, a verdade, a coragem, a caridade, o amor, e esse temor é confortável
por que com esse elemento presente em nossas mentes, com essa falsa ideologia
nós os tais seres humanos continuamos estagnados e caminhando pelas “portas
abertas” de braços dados com todas as ignomínias da vida sem a necessidade de
trabalharmos o nosso interior para que passamos compreender verdadeiramente o
que é amar a Deus e o amor em si. Nós, uma vez pais de nossos filhos queremos
para eles o melhor, e somos pequenos em relação à Divindade, se em nossa
pequenez queremos o melhor aos nossos descendentes imagine Deus que é nosso Pai
e criador do universo!
Deus não quer o nosso TEMOR, ele quer o nosso amor. O filho que já sabe amá-lo
é liberto, caminha pelos caminhos estreitos em completa liberdade e
desenvoltura, esse filho ama com amplitude e compreende as diferenças humanas,
caminha de mãos cheias, em uma delas carrega o fardo do amor e na outra o fardo
do perdão, ele sabe que o verdadeiro amor liberta não só a ele como aos outros,
compreende que para amar exige-se trabalho como outro qualquer. Já entendeu que
o amor ao próximo não é amar os que nos são caros, nossas idéias e objetivos ou
aqueles que comungam de nossas filosofias, que pautam a nossa cartilha ou os
que são o nosso sangue. Estando pronto para esse AMOR a Deus, ele se torna um
vigilante, é prudente, “vive no mundo de acordo com o mundo” sem ser mundano,
convive com as diferenças com caridade, as futilidades e o comportamento desregrado
das almas em evolução ele não mais as absorve pois sua porta é bem estreita,
mas a sua visão é tão ampla que abrange a luz e a escuridão de cada ser.
E o temor se perde nas dobras do AMOR...
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