O cavalo era de pau a espada de papelão
o escudo era uma tampa de panela e o capacete um lenço de mão, o inimigo era o imaginário e a fértil ilusão, se lutava a qualquer hora, as vezes o dia inteiro e quando se recolhia o inimigo era o travesseiro.
O avião era um galho seco de uma árvore que morreu,
o automóvel era um carretel que se brincava no terreiro,
as pipas que subiam era o desejo de voar
e sempre havia um beijo na face pelos ferimentos dos guerreiros.
As bonecas eram de pano e as bolas também,
saudades dos meus pais, dos amigos e dos irmãos,
dos dias de chuvas, das anedotas e modinhas,
dos afagos e dos abraços e tanta esperança que se tinha...
Léo Fernandes

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