Dos pratos que comi, não rui os ossos
da
carne que me alimentei, reparti em partes iguais,
as
portas dos meus sonhos sempre estiveram abertas,
e
por elas entraram também alguns pesadelos, os meu atos de coragens
foram
encontrados nos meus piores medos...
Das
águas que bebi, nem todas foram das fontes
por
muitas vezes me perdi sem norte e sem horizontes,
subi
e desci tantas vezes até perder as contas
encontrei
pelo caminho o que eu mesmo plantei
as
mãos estão calejadas, mas esperanças
ainda tenho aos montes...
Léo
Fernandes

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