domingo, 19 de janeiro de 2014

Viver...



Viver é ter na mesa um prato de dificuldades todos os dias, e não é aconselhável não come-lo, há de se degustá-lo mesmo que seja bem amargo, esse prato é de cada um e ninguém o fará por nós, essa recusa, fará com que pratos e pratos estejam ali a nossa espera, e com o passar dos anos além de indigestos estarão estragados. Na vida há pratos deliciosos e todos os tem, mas há de aceitar e trabalhar os que não são. Das experiências que tenho em tratar com pessoas, e digo mais, não são tão relevantes afinal quem sou na ordem do dia? Mas são as minhas experiências e para mim funciona, vejo na vida  apenas dois tipos de problemas, os de ordem matérias e os sentimentais. Quando uma pessoa tem os dois problemas destacados de formas iguais, essa pessoa tem mais facilidade de os conduzir, é como se ela estive numa prancha e deslizasse hora em um, hora em outro, isso lhes dá um certo equilíbrio. Quando um desses problemas se destaca e o outro fica muito na retaguarda, essa pessoa tem grande potencial para se desequilibrar mentalmente. Sim porque, não existe vida sem dificuldades, as vezes nem é a pessoa que erra, são erros dos outros, mas ela não sabe separá-lo e assume pra si uma responsabilidade que não é sua. Os pais tem esse dom, quem ama faz isso também! País, irmãos, filhos , cônjuges são todos amados, ou  deveriam ser, mas o drama humano é querer tudo perfeito e perfeito não existe nada ainda. Todos erram, são “pessoas” antes desse parentesco todo! Os desequilíbrios mentais são uma somatória da falta de aceitação ao longos dos anos daquilo que não se pode mudar. Há pessoas que não aceita a pobreza, as dificuldades, ela tentou de todas as formas sair dela e não saiu. A revolta dentro dela explode, mesmo que ela não materialize os seu atos, ela fatalmente adoecerá, ou causará danos à sociedade! Há pessoas de vida material farta, as dificuldades financeiras passam longe dela, e no entanto ela sofre profundamente, como um efeito em cascata, as dificuldades emocionais, elas começam cedo na vida de todos, afinal isso é viver e com o passar dos anos como não foram degustadas, processadas, aceitas ou mudadas é evidente que o desequilíbrio é uma porta convidativa!
Deve sim procurar ajuda de profissionais competentes e se tratar, mas nenhum tratamento fará efeito se a pessoa não quiser fazer a faxina em sua mente, entender que ela não veio a esse mundo para viver por ninguém, que cada um tem o seu caminho e que ela tem duas escolhas nas suas mãos, ser feliz ou infeliz,  se quer viver com um pouco de paz, ou em tumultos infernais? E essa escolha vai ajudar o tratamento ou  perder tempo, não do doente, mas do profissional, mesmo que ele pegue o seu dinheiro, ou se for ajuda gratuita, perde o tempo, afinal o necessitado procurou ajuda, mas no fundo não quer ser ajudado,   como disse Jesus “ ajuda-te e os céus te ajudará”  

Léo Fernandes 



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