Viver é ter na mesa um prato de
dificuldades todos os dias, e não é aconselhável não come-lo, há de se degustá-lo
mesmo que seja bem amargo, esse prato é de cada um e ninguém o fará por nós,
essa recusa, fará com que pratos e pratos estejam ali a nossa espera, e com o
passar dos anos além de indigestos estarão estragados. Na vida há pratos
deliciosos e todos os tem, mas há de aceitar e trabalhar os que não são. Das
experiências que tenho em tratar com pessoas, e digo mais, não são tão
relevantes afinal quem sou na ordem do dia? Mas são as minhas experiências e
para mim funciona, vejo na vida apenas
dois tipos de problemas, os de ordem matérias e os sentimentais. Quando uma pessoa
tem os dois problemas destacados de formas iguais, essa pessoa tem mais
facilidade de os conduzir, é como se ela estive numa prancha e deslizasse hora
em um, hora em outro, isso lhes dá um certo equilíbrio. Quando um desses
problemas se destaca e o outro fica muito na retaguarda, essa pessoa tem grande
potencial para se desequilibrar mentalmente. Sim porque, não existe vida sem
dificuldades, as vezes nem é a pessoa que erra, são erros dos outros, mas ela
não sabe separá-lo e assume pra si uma responsabilidade que não é sua. Os pais
tem esse dom, quem ama faz isso também! País, irmãos, filhos , cônjuges são
todos amados, ou deveriam ser, mas o
drama humano é querer tudo perfeito e perfeito não existe nada ainda. Todos
erram, são “pessoas” antes desse parentesco todo! Os desequilíbrios mentais são
uma somatória da falta de aceitação ao longos dos anos daquilo que não se pode
mudar. Há pessoas que não aceita a pobreza, as dificuldades, ela tentou de
todas as formas sair dela e não saiu. A revolta dentro dela explode, mesmo que
ela não materialize os seu atos, ela fatalmente adoecerá, ou causará danos à
sociedade! Há pessoas de vida material farta, as dificuldades financeiras
passam longe dela, e no entanto ela sofre profundamente, como um efeito em cascata,
as dificuldades emocionais, elas começam cedo na vida de todos, afinal isso é
viver e com o passar dos anos como não foram degustadas, processadas, aceitas
ou mudadas é evidente que o desequilíbrio é uma porta convidativa!
Deve sim procurar ajuda de profissionais
competentes e se tratar, mas nenhum tratamento fará efeito se a pessoa não
quiser fazer a faxina em sua mente, entender que ela não veio a esse mundo para
viver por ninguém, que cada um tem o seu caminho e que ela tem duas escolhas
nas suas mãos, ser feliz ou infeliz, se
quer viver com um pouco de paz, ou em tumultos infernais? E essa escolha vai
ajudar o tratamento ou perder tempo, não
do doente, mas do profissional, mesmo que ele pegue o seu dinheiro, ou se for
ajuda gratuita, perde o tempo, afinal o necessitado procurou ajuda, mas no
fundo não quer ser ajudado, como disse
Jesus “ ajuda-te e os céus te ajudará”
Léo Fernandes

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