Os bens morais em muitos ainda são iguais a pedras brutas, e ao serem assolados mostram verdadeiramente quem são. O mesmo orgulho sadio que foi a massa propulsora desse desenvolvimento, em paralelo veio a ser o elemento devastador, o pai de todas as desgraças que nos impedem de voarmos livremente. Só o amor aliado ao conhecimento nos tornam capazes de voar como as águias, atingir as alturas e vislumbrar de forma abrangente a beleza do nosso orbe, compreender que fazemos parte desse mundo e por ele devemos respeito. Voar e pousar mansamente e empurrar de forma amorosa os filhos para que seus vôos sejam de paz e confiantes. Enquanto ainda somos aves rasteiras, não devemos esquecer de onde partir e como chegar. E se encontramos agora em fases tão evoluídas exteriormente, quando vamos voltar os olhos para essa deficiência que nos mantém em vôos solos, rasteiros e desengonçados? Inteligente é aquele que percebe a necessidade de voar de forma plena, tendo em uma de suas asas o bater da sabedoria e em outra a leveza do amor. O equilíbrio desses dois componentes nos tornam homens pássaros, vivendo no chão em meios ás benesses matérias sem sermos mundanos, e pássaros de vôos livres em nossa intimidade.
Aquele que já consegue voar em plenitude, sua partida e sua chegada é sempre nas bases do Amor e o seu jugo é leve.
Amadeu - ( Léo Fernandes)

Nenhum comentário:
Postar um comentário