Já fui muito medrosa, acendi velas de medo do escuro, andei de sombrinhas e galochas de medo da chuva, janelas e portas fechadas de pânico do mal entrar, eu não percebia que isso era viver na escuridão. Hoje saio de cara limpa e sem proteção, se vier a chuva, que molhe! Prefiro ver os meus sonhos secando ao Sol, molhados, do que mofando da solidão.
Léo Fernandes.
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