Mãe de Deus veja os dias que vivo estou
igual a um veleiro perdido nos mares de angustias, sem bússola, sem destino à
espera de um porto que me abrigue, os olhos cansados de ver as desilusões
vencerem, me arde à carne pelo sal da luta e de ver a razão e o amor perder para a força
bruta.
Mãe de Deus veja os meus sonhos
perdidos, os adeuses que me marcaram a ferro e a fogo, não me deixe só, eu prometo
apesar de tudo começo de novo.
Léo Fernandes

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