Sou dos tempos de lanças e escudos, o calendário ficava por conta das estrelas, caminhava enquanto se tinha sol e sonhava ao surgir da lua, se preocupava com o momento e não com a vida inteira, o destino era carta marcada e a sorte ficava nas mãos das feiticeiras, mas hoje eu mesmo faço as minhas grades, costuro a minha camisa de força o mundo não precisa da minha loucura, lá fora a insanidade já vagueia, a sorte já foi a minha mãe, madrasta e sereia...
Léo Fernandes
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