quinta-feira, 7 de julho de 2016

Tempos rebeldes
Ninguém ainda viu esse fenômeno; a chuva cair de baixo para cima.
A natureza nos mostra minutos a minutos a força de seu trabalho, nada acontece de uma hora para outra, segue o seu curso calmamente e sem interrupção. Mas o Ser humano teima e aceitar esse fato. Leva-se nove meses para nascer, anos para se tornar adultos, quando se perde alguém seja por mortes ou separações, outros tantos bons anos para que a aceitação seja tranquilizada na alma. Em outras palavras, em tudo na vida de um Ser que envolve as suas atitudes tem tempo e hora para tudo acontecer, mesmo que ele faça tudo que é possível ainda assim ele está submetido ao tempo.
Mas hoje está claro que a doença de agora se chama exasperações!
É como se nos estalar de dedos, de passes de mágicas a ordem natural das coisas deve ser submetida às vontades humanas a qualquer custo.
Uma angustia triste de se constatar, a palavra “Calma” é na verdade hoje uma bomba atômica nos ouvidos quem a ouve, como se a vida fosse programada pelos homens. Diante de tanta angustia e medos há outra palavra; paciência! Essa então quem as ouve parece que foi jogado para cima e caiu em brasas quentes.
Muito triste esse processo de sofrimento, de descréditos e desespero, ele bate de frente com algo maior que tudo isso; a ordem natural da vida e também o tempo.
O mais grave é que se sofre por algo que pode nem acontecer, o amanhã não é de domínio absolutamente de nenhum ser humano.
Se a natureza que é soberana não consegue mostrar ao Ser que a vida exige tempo quem mostrará?
Não se deve esquecer de que; o medo, angustias, exasperações, são atributos dos homens e cabe a ele decidir, se a calma e a paciência é uma ferramenta útil ao seu trabalho, ou se a falta delas serão as portas para o desequilíbrios e doenças.
Léo Fernandes


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