Ciúme, inveja e ambições.
Mas todos os sentimentos até mesmo os mais
nobres, se usado acima do tom quando eles ultrapassam a linha do equilíbrio se
tornam os responsáveis por centenas de desgraças, são corrosivos e destroem a
alma, quem os lança atinge a vida de terceiros de formas desastrosas. Há muitos
“amores” existentes por ai que nada mais são do que posses, apegos, como se um
ser humano fosse um objeto que tivesse uma tomada de liga e desliga ao bel
prazer do seu dono!
Um sentimento sufocante que tolhe
a liberdade do outro, uma subjugação onde um se torna escravo de uma energia
viscosa, densa, um manancial de opressões mentais. E por fim, “senhor” e
escravo percebem que a alegria lhes escapou pelo vão dos dedos, e a
infelicidade ocupa o espaço vazio. Quando o ciúme é por bens matérias, o
elemento dono desses bens se esquece de que tudo nessa vida é perecível, até
mesmo seu próprio corpo, e ele viram o escravo desses bens.
A inveja por incrível que pareça,
é um sentimento que precisaria de uma lupa, para saber de verdade quando ela é
benéfica! Quando um indivíduo sente inveja do sucesso de alguém, quando ele
olha e enxerga os seus próprios erros, quando ele percebe que seus passos os
trouxeram para o caminho das desgraças, e ele se volta para si e muda a
diretriz de sua vida, essa inveja é saudável.
Mas quando essa inveja é
irracional, principalmente quando se trata de invejar as qualidades, os
conhecimentos de alguém, o porte físico, a inteligência ou dons morais, essa
sim é uma inveja macabra! É um sentimento tão mesquinho que não lhe permite
ver, que cada um tem o seu destino, cada um tem a sua rota, o elemento fica tão
preso nesse sentimento que não lhe é possível ver as suas próprias qualidades e passa uma vida como mariposa em volta da luz alheia. É um ser infeliz sua
vida e seus projetos são travados e seus passos cerceados...
O fato é que, pelo sim ou pelo
não, com Deus ou sem, “o que se procura acha” essa frase não precisa nem ser
lida com a conotação religiosa, basta lê-la nua e crua! Todo bem e todo mal que
se faz ou deixa de fazer, ele é o seu verdadeiro filho, ele pode correr o
mundo, mas um dia ele volta à casa do pai. O ser Humano não faz guerra com
ninguém, ele luta consigo mesmo, ele nasce com o arco e a flecha, seu arco é
sua mente, e a flecha são as suas atitudes.
Somos um todo, para desgosto de
muitos, da ralé a nobreza, entrelaçados e juntos caminhamos, e quanto mais
flechas do bem forem lançadas, mas amor e paz na terra.

Nenhum comentário:
Postar um comentário