Os "felizes" são aqueles que sabem dividir suas razões.
Os "felizes" mesmo a contra gosto tem o respeito como meta, seja em momentos comuns ou de extremada dificuldades, mesmo em dores as vezes até sabendo que o outro entra por caminhos sem voltas, a despeito de todos os avisos e conselhos, se retira e solta as amarras de suas razões, compreende que o outro tem os seus direitos, seu afastar é com dignidade e suas portas estão abertas em nome do amor ou amizade, saem com suas razões arranhadas, resignado e pedindo aos céus que o outro seja feliz, e que verdadeiramente houve equívoco em suas razões. Que dessa vez Ele foi o errado e que possa aprender e se orgulhar do sucesso do outro!
Os "felizes" estão em trabalho íntimos exatamente como os infelizes, mas já sabem apertar o botão, desligar no momento em que suas emoções estão prestes a explodir, sim porque o orgulho ferido, a indignação em não ser atendido, o melindre é como uma usina geradora propensa a perder o controle. Mas, eles já aprenderam que as razões são falhas, que podem ser exatas no agora e completamente equivocadas nos minutos seguintes, então, mesmo aqueles que não sabem ainda que o Amor é o elemento que jamais falha, saem resignados e estão prontos a aceitar qualquer resultado do outro, sua mente está aberta, entre o Amor e a Razão há um certo equilíbrio mesmo que pereça um deles, o resultado é sua paz interior.
Os infelizes desconhecem a partilha da razão tanto em momentos simples como complexos e como a vida é feita de pequenas coisas e atitudes se vive um minuto por vez sucessivamente, Eles sofrem ininterruptamente. Suas razões estão sempre acima de suspeitas! Sua usina interna não desliga e nem reduz a carga, entra em ebulição, várias vezes ao dia, detonando o equilíbrio físico e mental. Eles estão para as "suas" razões como a noite está para o dia, aceitam apenas aquilo que vem de encontro a suas imposições e quem não as aceita tornam-se inimigos velados ou declarados.
Não há campo mental propício para perceber que o Amor, esse sentimentos sublime, sem uma boa dose de racionalidade pode vir a se tornar egoísta e embrutecido. A necessidade de dominação, de impor os seus conceitos ao outro é visceral e quando são contrariados naquilo que acreditam acrescem todos os sentimentos possíveis e imagináveis causado-lhes amarguras e doenças físicas. A soberba, o ciúme, a inveja, a teimosia e tantos outros sentimentos ruins , são combustíveis usados quase que de forma natural e podem passar a vida como eternas vítimas, culpando a família e a sociedade. São aqueles que no trabalho, e entre os amigos e familiares, são tratados de forma diferenciada mas seu orgulho não permite essa percepção. São amigos, colaboradores, servis, mas não se pode contar verdadeiramente com sua participação, eles não são leais aos outros e sim a seus conceitos. Entre o Amor e a Razão esses dois elementos que balanceiam os relacionamentos entre os ditos Seres Humanos, eles ficam com a razão.
E quem vive apenas de "suas" razões quase sempre termina sozinho!
Uma das virtudes deste cacique é o bom humor. O couro comendo e eu estou sempre cantarolando e faço piada sobre tudo. A vida já é tãop dura que gemer atrapalha a vida. Excelente texto Leo.
ResponderExcluirParabéns pelo blog, querida amiga!
ResponderExcluirJosé Raimundo
Excelente texto, amiga querida. Um dos melhores quevocê já postou. Parabéns!
ResponderExcluirParece meio clichê dizer que ser feliz é nem sempre estar com a razão, mas acho que é bem por aí.
ResponderExcluirSer feliz acho que respeitar que existem várias razões, várias maneiras de vê-las, compreendê-las, senti-las. E que ser feliz de verdade é permitir que cada um tenha as suas próprias razões, as que quiser. É não precisar nem querer impor nada.
Me fez pensar. Adorei.
Boa semana, amiga!
Beijos da Marie
http://amoreoutrosdelirios.blogspot.com