domingo, 30 de outubro de 2011

Margaridas...

Não vai embora...
Senta aqui do meu lado, esqueça o passado,
me fale apenas do agora, os sonhos e as razões dos medos.
Abra suas mãos e solte as amarras
veja as minhas, já não guardo mais segredos,
alguns dedos estão limpos e outros cheios de lamas...


Não vai embora...
Acalma minha saudade e a sua
não nos custa imaginar como era antes.
Sinto falta dos olhares e das pessoas nas ruas,
do cheiro da vida, a cor do pecado,  a carne nua,
das idas e vindas, e de quando não se fazia nada
deixava apenas o tempo correr,
loucuras, sonhos e amores, vivos pela manhã e mortos ao fim do dia...


Fique mais um pouco...
Não se explique, também mudei de estações,
te vi muitas vezes  e me escondia,  eu não podia te convidar, você parecia  tão bem e eu sentia vergonha  da minha dor.
E veja quanta bobagem, no final tanto as minhas como a suas bagagens,
nos sulcaram os ombros...


Volte mais vezes...
Irei te procurar, vamos rir mais e chorar de menos,
a vida não passou, somos nós que passamos.
Não me traga rosas, as águas que giram o moinho,
algumas correm livremente e outras estão estagnadas, te levarei margaridas elas são como nós, nascem em qualquer solo tem vida curta, mas alegram a vida...

Um comentário:

  1. Nossa... QUE LINDO! PERFEITO! Achei tão sensível, tão sincero... adorei! Parabéns!
    Beijos,
    Marie
    amoreoutrosdelirios.blogspot.com

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