Os sentimentos humanos deviam ser motivos de avaliações constantes por cada um de nós, minuto a minuto colocamos nossas ações e recebemos ações dentro do que chamamos de convivências. Esses sentimentos nobres ou nefastos são os elementos que determinam o comportamento da sociedade em que vivemos. Partindo do pressuposto que não existe amor maior ou menor e sim Amor, nem dor maior ou menor e sim Dor, e que essa é medida não é pela quantidade mas pela qualidade, então mesmo que seja um pormenor somos sim uma parcela que na somatória redunda no que foi, é e será a existência do homem em nosso planeta.
A partir do momento em que o Espírito se torna Alma, a vestimenta física, esse “esquecimento” das vidas passadas providencial que nos permite novas oportunidades de aprendizado, ou matéria visível, passa a ser a parte importante. Nos ocupamos estranhamente com a beleza do corpo, a manutenção da saúde, o conforto material, a busca pela Educação acadêmica, pela formação profissional sempre no sentido de vivermos em condições melhores, e essa saga está completamente no caminho certo. O erro consiste no fato de que, os sentimentos não são propriedade do corpo físico.
Como os nossos sentimentos estão “encobertos” e são propriedades intrínsecas do Espírito, um mundo em que não se é permitido entrada e saída de absolutamente nada a não ser a nossa vontade e atos, nós somos mestres em enganar a tudo e a todos e lamentavelmente a nós mesmos. Um árduo aprendizado em que a Dor é uma parceira incondicional também minuto a minuto, até chegarmos ao ponto de percebermos que podemos aprender tendo o Amor como um gentil professor. Devíamos nos ocuparmos das propriedades Espirituais com igual empenho com o que fazemos com o físico, pois “Ele” é uma Centelha Divina, imagem de semelhança de Deus, indestrutível e Eterno. Ao passo que o corpo físico veio do pó e ao pó retornará.
De todos os sentimentos a Cólera é estranhamente interessante, porque ela é uma explosão momentânea, mas não invalida as qualidades adquiridas do individuo. Um Ser que em seu foro íntimo a Maldade é fator preponderante, ao cometer atos de conseqüências desastrosas não há arrependimentos, esse belo sentimento ainda é um trabalho a ser iniciado, ao passo que, quem já os conhece, já sabe os benefícios dos bons sentimentos, depois do momento Colérico cai em si e sofre duplamente. Sofre porque sua “explosão” entra em choque com suas qualidades, seus atos provocaram perdas matérias e morais, o arrependimento o deixa envergonhado!
Nos justificamos dizendo; “eu perdi a paciência” as qualidades benéficas não se perdem e uma vez adquiridas, se ampliam, “não se perde o que se tem”, mas a Cólera é um dos elementos crucias em estacioná-las. Sem contar que muitas doenças físicas nasceram desses momentos impensados, nessa “explosão” gerando energias que são verdadeiras bombas cujos males a medicina não encontra explicações....
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